A brincar se vai longe

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A brincar se vai longe…uma breve reflexão sobre o tema, sua importância e vantagens para o desenvolvimento infantil.

Há uns dias, num “brainstorming” com algumas educadoras (algumas mães), partilhávamos precisamente alguns aspetos deste tema. Todas concordámos que as crianças de hoje não brincam o suficiente… vivem uma rotina alucinante, cheia de horários, rotinas, “obrigações”, tarefas, atividades extra-escola e quando chegam a casa… muitas, não têm tempo, nem espaço na rotina familiar, para brincar.

Sem falar na tecnologias, que seduzem as crianças e as afastam dos brinquedos e dos valiosos momentos de brincadeira. É algo que nos preocupa, pois tal privação, inevitávelmente, trará consequências ao desenvolvimento da criança, que por sua vez se refletirá na qualidade da vida adulta.

Segundo Almeida (2000), o “brincar é uma necessidade básica e um direito de todos. O brincar é uma experiência humana, rica e complexa”.

Através do “brincar” a criança comunica sentimentos, pensamentos e reproduz as suas vivências e experiências. O ato de brincar enriquece o processo de aprendizagem da criança, pois promove a autonomia, a percepção, a memória, a linguagem, a criatividade, estabelecendo, desta forma, uma relação estreita entre jogo e aprendizagem.

A brincar a criança aprende a respeitar regras, a ampliar o seu relacionamento social e a respeitar a si mesma e ao outro. Winnicott refere-se à brincadeira como uma maneira de expressão e apropriação do mundo das relações, das atividades e dos papéis dos adultos. Defende ainda que a liberdade que o brincar proporciona é fundamental para o desenvolvimento da criança, por levá-la a conciliar o mundo objetivo e a imaginação, à sua realidade. Sem falar nas conquistas ao nível da relação interpessoal, comunicação, linguagem, auto-controlo, autonomia… e uma lista infindável de coisas boas.

Assim, compreende-se que o educador é uma peça fundamental neste processo. O ato de Educar não se limita a transmitir informação ou indicar um caminho, é muito mais que isso, é ajudar a criança a tomar consciência de si própria e a integrar-se na sociedade. Desta forma, ao permitirmos que a criança tenha oportunidades para brincar, estaremos a prevenir comportamentos e a facilitar o processo de aprendizagem e desenvolvimento da criança. Os momentos de brincadeira são fundamentais na rotina de qualquer criança.

A brincar se vai longe… Pais e Educadores deixem as crianças brincar… pois só assim serão adultos felizes e completos!

Conceição Pereira
Amor d`3ducação
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