Avaliação em educação de Infância


Segundo Hoffmann (1996), a avaliação só passa a ter um significado construtivo, se as actividades desenvolvidas pelo educador traduzirem encadeamento lógico, que perspetive a valorização dos interesses e competências das crianças.

A avaliação deve permitir uma retroação contínua no sentido de redefinir a análise da situação, repensar a acção, a escolha dos meios e analisar os resultados, implicando uma reflexão teórica sobre as próprias práticas diárias.

Antes de iniciar a avaliação, há que definir muito bem os objectivos, “os quês e os porquês” deste processo.  Para tal é imperativo responder às seguintes questões:

  1. o que quero avaliar? Avaliar o desenvolvimento das crianças, o nosso trabalho, o nosso trabalho com a comunidade e com os parceiros (pais e equipa). Através da observação atenta em grupo ou mesmo individual, o educador consegue conhecer a criança, níveis de desenvolvimento, dificuldades, necessidades e gostos. Segundo Formosinho (2007), por intermédio deste processo, o educador consegue compreender melhor a criança, nomeadamente o que “faz sozinha, o que faz apoiada, o que lhe desperta interesse e sustem a sua atenção, o que ambiciona fazer, assim como, aquilo de que gosta e aquilo de que não gosta”.

  2. Para quê? Para aperfeiçoarmos as nossas atitudes, para definir e redefinir objectivos e estratégias, para adequar, reformular, planificar, compreender, investigar, intervir e agir.

  3. Como? Através da observação e de registos escritos, fotográficos ou vídeo, tendo o máximo de cuidado na recolha da informação para que seja o mais clara e objectiva possível.

  4. Quando? Em observações diárias, através de registos, reuniões periódicas com a equipa e se necessário com pais, parceiros e comunidade.

Quando a avaliação é bem feita melhora-se a qualidade do ensino e consequentemente da aprendizagem. Como profissionais de educação devemos encontrar o que é único em cada criança e ajudá-la a evoluir, a chegar lá…. incentivando-a, motivando-a e desafiando-a… a transpor limites e superar expetativas. Tal só será possível, se esta avaliação for um processo regular e a intervenção for pautada por intencionalidade educativa.

(…)” Avaliar o processo e os efeitos, implica tomar consciência da acção para adequar o processo educativo às necessidades das crianças e do grupo e à sua evolução (…)”

( Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar)

Referências bibliográficas consultadas:

Formosinho, J. Oliveira (2007). A contextualizaçãoso modelo curricular high-scope no âmbito do projecto infância. In: Modelos curriculares para a educação de infância : construindo uma práxis de participação / Júlia Oliveira Formosinho, Dalila Lino, Sérgio Niza. – 3ª ed. – Porto : Porto Editora, 2007.




Hohmann, M. & Weikart, D., (2003). Educar a criança. Lisboa: Fundação Calouste

Gulbenkian.



Ministério da Educação (1997). Orientações Curriculares para a Educação Pré- Escolar. Lisboa: Ministério de Educação/Departamento de Educação Básica.

Conceição Pereira Amor d`3ducação
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