Desafios na sala de aula: por onde começar?


Numa luta contra o tempo, pais e filhos medem “esforços” e “forças” para alcançarem o equilíbrio desejável entre as expectativas e as reais necessidades.

Recentemente participei numa reunião na escola da minha filha, a professora partilhou com os pais a sua preocupação com alguns comportamentos da turma. No geral, são crianças que falam muito e em alguns momentos esse “burburinho” interfere na qualidade das aulas. Falar é assim tão anormal? Crianças saudáveis falam, questionam, partilham, expressam-se… ( foi só um aparte!)

Quase no fim da reunião surgiu a pergunta de um pai: professora, o que podemos fazer nós para que alterar esta situação? Que pai corajoso, pensei de imediato. Não só pela pergunta, mas por estar disposto a assumir a corresponsabilidade em fazer alguma coisa para uma melhoria em sala de aula. É com alguma facilidade que se responsabiliza apenas a escola e os professores por questões que envolvem também as crianças. A cooperação escola-família, familia-escola é super importante para todos!

A professora sugeriu que os pais estivessem mais atentos aos recados ( perspetiva punitiva, bastante normal, tendo em conta o regime em que nos inserimos!) e que falassem com os filhos “para alterarem” aquele comportamento. Depois de ouvi-la com atenção e respeito não pude deixar de intervir para dar o meu contributo. Senti-me tão bem, por ter um conhecimento que me permite ver a realidade com outros olhos, sabendo que há sempre solução e por ter a oportunidade de partilhar estratégias eficazes do Kids Coaching®.

Assim sendo, desafiei a professora a abordar o assunto com as crianças, apresentando-lhes a realidade atual da sala de aula e pedir-lhes ideias para alterar a situação. Acrescentei que se todos estiverem alinhados e se sentirem parte do grupo, vão evoluir juntos e provocar a transformação desejada.

Desafios na sala de aula: por onde começar?

♥ Ser exemplo ( querendo ou não somos um espelho que reflete nos alunos);

♥ Estabelecer relação/ conquistar confiança  (base de qualquer relacionamento);

♥ Comunicar assertivamente (Ser verdadeiro, quando se diz algo à criança, que seja sentido);

♥ Não categorizar atitudes / comportamentos;

♥ Ter um espaço/ tempo para falar sobre emoções ( para cada um dizer como se sente, o que precisa e como podem tornar o ambiente na sala de aula mais agradável para todos);

Afinal de contas, a mudança começa em nós!

Adultos conscientes, que nutrem respeito, que aceitam cada um como é, que estimulam a diversidade, que responsabilizam, que ouvem sem segundas intenções e que acolhem as diversas opiniões, concerteza que fazem a diferença na vida dos seus alunos, da escola e consequentemente na sua própria vida.

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