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Etapa concluída: defesa da tese…





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A criança e a necessidade da sua protecção como investimento no futuro da Sociedade, tem sido alvo de debate e investigação, bem como de reflexo de mudanças ao nível da Intervenção Comunitária. Esta é uma questão que tem preocupado os técnicos, pois urge uma melhor definição e conceptualização da prática, para garantir a existência de intervenções assertivas e eficazes.








Para além disso, importa ter em conta que as crianças em acolhimento institucional, ficam privadas de cuidados parentais, num contexto desconhecido e rodeada de pessoas que nunca viram antes. Alem do mais, à instituição é exigida a satisfação das necessidades básicas da criança, no cumprimento da sua função “assistencial”, descurando-se muitas vezes a componente afectiva e relacional.





Esta preocupação não é recente, fazendo a literatura referência a vários estudos que se centram no impacto do acolhimento institucional no desenvolvimento da criança.

Se por um lado existem dúvidas pertinentes face ao acolhimento institucional e à qualidade dos cuidados nele prestados, não se poderá ignorar a necessidade da sua existência.

Nesta perspectiva, será necessário dispor de espaços adequados e, essencialmente, de equipas de profissionais competentes e conscientes das repercussões da sua prática no desenvolvimento da criança. Para além disso, sendo prioritária a defesa do “superior interesse da criança”1, torna-se necessário traçar linhas objectivas que orientem a prática dos cuidadores, capacitando-os para o sucesso na intervenção. Deste modo, afigura-se imprescindível o desenvolvimento de programas que potenciem uma intervenção de qualidade ao nível das interacções no contexto de acolhimento institucional, que promovam a formação e consequentemente a modelagem de interacções positivas.